Formato/editora/páginas: pocket da BestBolso, 554 (+6 ref. ao posfácio)

Traduzido por: A. B. Pinheiro de Lemos (história) e Mariana Menezes Neumann (posfácio)

Breve exposição: crítica inteligente e muito bem humorada às guerras e tudo aquilo que as acompanham.

Recheada de bons e ótimos momentos e sensacionais passagens nonsense (destaque para as negociatas impagáveis de Milo).

Um dos capítulos mais divertidos, pela sutileza e inesperado do acontecimento, é o do General Scheisskopf (final da pág. 475 até o final da 477).

Sensacional a ação de desenho animado que envolve a “prostituta de Nately”, especialmente nas págs. 484-85.

Mantém o ritmo até a última linha.

Obra inesquecível.

VIVA YOSSARIAN!

Nota: 10

Formato/editora/páginas/ano: 14x21cm, WMF Martins Fontes, 300, 1937

Traduzido por: Lenita Maria Rímoli Esteves e Almiro Pisetta

Breve exposição: obra anterior a “O Senhor dos Anéis”, de excepcionais imaginação, carisma dos personagens e bom ritmo de leitura – incansável.

Não tem a grandiosidade daquele livro, nem é imprescindível que se tenha lido para embarcar na jornada de Frodo Baggins (o prólogo de “O Senhor…” traz tudo sobre os hobbits, erva de fumo, organização do condado e o achado do Anel), porém é interessante que se leia tal obra à guisa de introdução neste mundo fantástico.

Destaques para a pág. 69, quando Bilbo Baggins encontra o Um Anel, e para a origem de Ferroada (págs. 151-52).

Abrindo e fechando a edição, que tem ilustrações ao longo da obra, os tradicionais mapas de Tolkien.

Leitura bem leve, ótima para um final de semana.

Nota: 8,5

Formato/editora/páginas/ano:pocket da Companhia de Bolso, 300, 1984

Breve exposição: misto de biografia de Olga Benario e ficção – em diversos trechos o autor imagina o que aconteceu ou foi dito ou sentido pelos protagonistas.

***

A biografia traz parte da história de pessoas que procuravam impor o comunismo (a ditadura comunista, na verdade…) como solução para os males do mundo, e a dura (e muitas vezes absurda) repressão que sofreram do governo de Getúlio Vargas por conta disso – bem como uma ideia dos horrores impostos pelos partidários do nazismo nos campos de concentração da Alemanha, após a despropositada extradição de Olga (ainda por cima grávida de 7 meses do líder comunista Luís Carlos Prestes).

***

Trata-se também de um belo romance e não há como não se sensibilizar com algumas cartas de Olga enviadas a Prestes e transcritas na obra.

***

O autor, mesmo tendo tomado partido da biografada (e de Prestes, sendo, na visão daquele, ambos pessoas sem defeitos, verdadeiros heróis de carne e osso…), poderia ter caprichado um pouco na pesquisa quando trata de Elvira Cupelo Colônio, brutalmente morta por comunistas a mando de Luis Carlos Prestes (e muito provavelmente também de Olga Benario), por suposta traição ao Partido Comunista – ao invés das duas folhas (pocket), em que demonstra pouco caso do ocorrido. Também faz uma crítica rasa a um dos comunistas preso, Rodolph Giroldi, por ter sido “generoso” com a polícia ao prestar testemunho após meras “ameaças e alguns golpes” (p. 144).

***

Obra válida como registro de um período conturbado da história do Brasil, devendo ser lido não sem um mínimo de reserva.

Nota: 5

Formato/editora/páginas/ano:pocket, editado pela Rocco e L&PM Pocket, 414, 1993

Traduzido por: Sonia Coutinho

Breve exposição: Tom Sanders trabalha em uma empresa de tecnologia (DigiCom) e, em meio ao processo de fusão desta com a gigante editorial Conley-White, acaba envolvido em um complicado caso de assédio sexual e sabotagem industrial pela nova diretora – a ambiciosa Meredith Johnson, um caso de seu passado. Conforme o posfácio, o livro baseia-se em uma história real e os personagens foram construídos com fulcro em entrevistas com os envolvidos – cujas identidades foram, evidentemente, preservadas. Porém, o suspense (ou thriller) não chega realmente a empolgar e é condenado ao esquecimento após a última página – aliás, a forma como o imbróglio é resolvido parece ter sido baseado em novela mexicana.

Um ano após o lançamento do livro, o diretor Barry Levinson levou a história ao cinema, com Michael Douglas e Demi Moore nos papéis de Tom Sanders e Meredith Johnson – um filme também esquecível.

Nota: 3

Formato/editora/páginas:pocket publicado mediante parceria das editoras Rocco e L&PM, 204

Traduzido por: Fábio Fernandes

Breve exposição: o filósofo Alain de Botton, utilizando como pano de fundo o romance de duas pessoas que se conhecem durante um voo Paris-Londres, discorre, em 24 capítulos, sobre todas as fases do amor – do comecinho, quando as pessoas estão a recém se conhecendo e fantasiando sobre o que as espera, ao ápice – quando tudo parece possível – e depois ao ocaso do relacionamento -, de forma clara e objetiva, sempre prendendo a atenção do leitor.

Não há pessoa, aliás, que não irá se identificar com a história – basta que esteja iniciando um relacionamento ou com um em andamento, em crise ou não; ou terminando um relacionamento ou se já terminou e está iniciando outro -, pois Alain de Botton fala para todos.

Leitura obrigatória se você é um ser humano que pretende se relacionar amorosamente com outro ser humano.

Nota: 9 (não leva 10 por conta da desnecessária carta de Chloe, mais para o final)

Formato/editora/páginas: 23x16cm, Intrínseca,352

Traduzido por: Claudio Carina

Breve exposição: Brian (“Bri”) Jackson ingressa na universidade com uma bolsa de estudos, muita vontade e pouca experiência de vida, além de zero conhecimento sobre as mulheres. E justo por quem ele irá se apaixonar? Pela linda e experimentada e ‘descolada’ Alice. Para conquistá-la, Bri ingressa, a fórceps, no time da universidade que irá participar de um prestigiado programa televisivo de perguntas e respostas, o “Desafio Universitário” – coisas da cabeça dele…

***

A história é ambientada nos anos 80 e tem passagens bastante engraçadas – como as tentavias de Jackson, que ocupa um quarto minúsculo em uma república, de impressionar as mulheres ou quando ele vai para a casa de campo de Alice (especialmente divertido o trecho da pág. 167). Há também uma ponta de drama, no relacionamento dele com os amigos que ficaram para trás, Spencer e Tone – este, um ardoroso fã do Led Zeppelin.

***

Muito bom entretenimento.

Nota: 8

Observação sobre a edição: faltou uma melhor revisão, pois ao longo da obra há palavras trocadas ou erros de digitação e falta de preposições e artigos.

“O inverno da nossa desesperança”, de John Steinbeck (L&PM Pocket, 326 pág.), assim como “As vinhas da ira” e “Ratos e homens”, trata de temas sociais – a opressão dos poderosos, a luta do desfavorecido por uma vida melhor -, através de Ethan Allen Hawley e sua família (insatisfeita com os parcos recursos de que dispõem). Sentindo o peso do insucesso, Ethan é levado a esquecer seus preceitos morais para tentar obter alguma fortuna. Nota: 8,0.

Na obra “O anatomista” (L&PM Pocket, 218 pág.), Federico Andahazi faz uso de figuras reais históricas para discorrer sobre o prazer feminino. Livro interessante, compensa o tempo dedicado à leitura. Nota: 7,0.

Formato/editora/páginas: 16x23cm, Nova Fronteira, 590

Breve exposição: autobiografia anárquica de um dos grandes compositores e cantores do Brasil, voltada para quem é fã – quem não se enquadrar nesta categoria, irá penar para ler a obra.

***

É uma colcha de milhares de retalhos, muitas vezes faltando um fio que amarre tudo ou dê uma fluência decente à narrativa, com flash backs que chegam a embaralhar um pouquinho mais as histórias. Porém, em meio ao caos estão presentes interessantes passagens sobre a vida do músico; a origem de canções como “Me chama”, “Vida louca, vida” e “Vida bandida”; confissões cruas sobre amizades, drogas (Robert de Niro, quem diria?), tocando bateria com Patrick Moraz, o início no Vímana (página 150 – e é a partir desta página que passa a ficar interessante); a passagem pela prisão (e a saída nada ortodoxa para lavar o piso da cela); a briga pela numeração de discos; a criação do próprio selo; etc.

***

Há um caprichado encarte de fotos na metade do livro e interseções com a reprodução de notícias divulgadas pela imprensa sobre Lobão – embora com alguma repetição.

Observação: na página 11 há a seguinte “nota do editor”:

“Neste livro, decidimos manter o léxico e a sintaxe peculiares e autorais de Lobão. Não fosse assim, a fluidez e o ritmo do livro, tão peculiares, seriam perdidos”.

E mesmo com esse aviso, chega um momento que a leitura fica muito irritante, pois os erros são vários. Enfim, coisas da editora.

Nota: 7

Formato/editora/páginas: 16cmx23cm, Record, 364

Traduzido por: Alexandre Raposo

Breve exposição: a Temperance Brennan do (ótimo) seriado Bones é, no livro, um misto de investigadora forense e personagem de Sex and the City, o que a diminui em relação àquele. A autora, aliás, derrapa no excesso de doçura em alguns trechos do primeiro terço da obra quando narra o relacionamento de Tempe com o namorado, o detetive Ryan. Ficção policial para moças de boa família? Aparentemente. Por sorte, isso  passa nas páginas seguintes.

***

Boyd, o cachorro de Brennan, encontra alguns ossos humanos parcialmente desenterrados em uma fazenda, quando ela acompanhava a filha em um piquenique. A partir disso, tem início a investigação criminal que vai trazer à tona uma rede de tráfico de drogas e de animais raros, entrelaçada com restos humanos carbonizados em um fogão a lenha, ameças de morte, legistas suspeitos e funerárias com atividades extras, tudo com algum suspense.

O mistério é solucionado mais ou menos por acaso e o epílogo explicando tudo é longo em demasia e torna-se enfadonho.

Leitura bem (com o “e” espichado) descompromissada.

Nota: 5

Clichês: passariam batidos (o tira durão que é parceiro do “almofadinha”, etc) não fossem os patéticos clichês preconceituosos sobre o “terceiro mundo”…

Pág. 113: “O fedor era familiar, trazendo à mente latrinas de acampamentos de férias, parques nacionais e aldeias de Terceiro Mundo”.

Pág. 228: “O quarto tinha drogas e seringas suficientes para abastecer uma clínica de Terceiro Mundo – disse Hawkins.”

Observação sobre a edição: a revisão poderia ter sido melhor; faltam letras em algumas palavras; outras foram trocadas (como “entendeu” ao invés de “atendeu” – pág. 222); em algumas frases faltou preposição; em pelo menos dois trechos houve erro de digitação e/ou falta de atenção (como na pág. 270: “se Deus não estivesse o chamado tão cedo”).

Stories do not end.” – Anaïs Nin (1903-1977), escritora franco-cubana

Qdo vc lê um bom livro é como se o autor estivesse sentado ao seu lado. Por isso nāo leio um bom livro.

Rita Lee, em seu twitter @LitaRee_Real

Dica do @bqeg.

A estante e as pilhas de livros me lembraram do texto “A questão das estantes“, escrito por Vanessa Barbara, em que ela descreve a angústia pela qual muitos leitores passam: onde guardar tantos livros?

Vi aqui.

Luiz Bras, do Rascunho, o famoso jornal de literatura, fez à vários escritores duas perguntas bastante pertinentes: Por que o Brasil ainda não levou o Nobel de Literatura? e Qual autor brasileiro merece estar na lista de indicações ao prêmio de 2011, e por quê?

Leia as respostas e tire suas conclusões.

Existe uma diferença entre a ideia do que escrever e o começar a escrever.” – Mario Prata

Agosto 2016
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